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AS CRUZADAS
(do livro Vivências do Espiritismo Religiosos - Edgard Armond)
Na Idade Média foi dado o nome de Cruzadas às expedições guerreiras organizadas na Europa nos séculos XI,XII e XIII, com o objetivo de retomar aos turcos e árabes o Lugares Santos da Palestina conquistados por eles.
Os participantes dessas expedições que, desde o início, tomaram o caráter de guerra santa e pecavam sempre por deficiente organização, adotavam nas vestes uma cruz vermelha; eram cristãos de várias nacionalidades e condições sociais e seus comandantes eram os reis nacionais católicos-romanos, ou nobres de alta condição, que mobilizavam, cada um, os recursos humanos e o armamento de que dispunham.
Houve 8 Cruzadas, que tentaram o empreendimento entre 1095 e 1270.
a primeira, que partiu em 1096 e regressou em 1099, foi pregada na Europa pelo religioso Pedro, O Eremita, que representava o Concílio de Clemont. Não teve êxito e foi desbaratada antes de atingir Jerusalém.
A segunda, da mesma origem, de 1147 a 1149, foi comandada pelo condestável Godofredo de Bouillon, que se apoderou de Jesuralém e estabeleceu ali um reino que teve, aliás, pouca duração.
A terceira, de 1189 a 1192, foi organizada para retomar Jerusalém reconquistada por Saladino, Califa do Egito e da Síria e teve como comandante os reis da França, da Alemanha e da Inglaterra. Não conseguiu retomar a capital, mas apoderou-se de São João d'Acre e firmou com Saladino um tratado que assegurava aos cristãos livre trânsito e garantia de vida para a visitação dos Lugares Santos.
As demais cruzadas foram se sucedendo com êxitos e fracassos durante vários anos até a oitava e última, comandada por Luiz XI, rei da França, que em 1291 caiu prisioneiro dos sarracenos e morreu diante da cidade de Tunes, sendo os cristãos derrotados definitivamente e voltando ao poder os muçulmanos todas as conquistas, anteriores alcançadas.
Entretanto, as Cruzadas não foram de todo inúteis, porque altamente benéfico foi o intercâmbio que se estabeleceu entre vários povos.
Um dos comandantes dessa terceira Cruzada foi Ricardo Coração de Leão, rei da Inglaterra, um dos Espíritos da Fraternidade do Santo Sepulcro que, desde 1940, colabora com o movimento espírita do Estado de São Paulo.
Os guerreiros que formaram os núcleos da Cruzadas no correr do tempo organizaram várias "ordens religiosas"de cavalaria, algumas da quais se tornaram poderosas e influíram em governos europeus; e até hoje algumas, com aspecto mais diplomático e beneficente que guerreiro e, nas legiões de Cruzados de Ismael, existem vários de seus membros que continuam a lutar de defender hoje o ideal crístico que os empolgava naqueles tempos heróicos.
Extraído do livro Vivências do Espiritrismo Religiosos - Edgard Armond
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