Xícara meio cheia ou meio vazia?
Quando eu era menina, costumava visitar minha avó nas tardes de sábado.De certa feita fui vê-la, como de costume, porém eu estava preocupada e aborrecida.
Ela estava lidando com suas plantas no jardim, e, ao ver-me, percebeu logo
que alguma coisa estava acontecendo. Interrompendo seus afazeres, convidou-me
a entrar, dizendo:
Vamos até à cozinha, hoje fiz uma receita nova e quero que você a experimente.
Não me entusiasmei muito com o doce e terminei contando-lhe, muito queixosa,
o que vinha me acontecendo. Segundo a minha narrativa eu tivera uma grande
decepção que, provavelmente, iria estragar o resto de minha vida.
Vovó ouviu-me atentamente, sem fazer nenhum comentário.
Quando terminei, ela ergueu-se, tomou uma xícara e encheu-a de água
pela metade. Colocou-a à minha frente e me perguntou:
— Diga-me, minha filha, esta xícara está meio cheia ou meio vazia?
— Está... tanto uma coisa quanto a outra, respondi devagar
sem prever aonde ela chegaria.
—É isso mesmo. Tanto se pode dizer que está cheia, como vazia!
disse-me ela. E prosseguiu: Da mesma maneira, filha, nunca podemos
dizer se nossa vida está meio cheia ou meio vazia. Todos nós temos
o nosso quinhão de tristezas e de alegrias. Mas a nossa vida só é feliz
conforme a maneira pela qual encaramos as coisas. Tudo depende de nós.
Podemos estar sempre a lamentar porque a xícara está meio vazia, ou,
pelo contrário, nos alegrarmos porque a xícara está meio cheia.
E, até hoje, quando sofro a tentação de queixar-me da sorte,
lembro-me daquela xícara da vovó, que me ensinou como encarar as coisas.
Na vida há tristezas e alegrias, mas a xícara nunca está completamente cheia.
Tudo, depende de como a vemos...
(De “E para o resto da vida”, de Walace Leal V. Rodrigues)
INSPIRAÇÃO: PARÁBOLAS ESPÍRITAS
Enviadas por espíritos iluminados ou transmitidas de geração a geração, as parábolas transmitem grandes ensinamentos morais de forma leve e encantadora. Inspire-se você também com essas edificantes narrativas
Texto • Redação
A escolha do imperador
Um imperador chinês estava morrendo e não tinha nenhum filho para assumir o trono. Decidiu então escolher um entre milhares de chineses “comuns” para substituí-lo. Assim, reuniu todos seus súditos em frente ao palácio e deu a cada um deles uma semente, de flores distintas. Aquele chinês que plantasse a semente, cuidasse dela com muito carinho e um ano depois apresentasse a mais bela das flores seria o próximo Imperador da China. Na data marcada, na praça em frente ao palácio, havia milhares de chineses com vasos lindos e flores ainda mais belas – azuis, rosas e amarelas... O Imperador então levantou-se e foi até a multidão. Caminhou durante uma hora no meio daquelas flores maravilhosas. Foi então que escutou um pequeno menino agachado, chorando. Perguntou ao ele o que havia. O pequeno chinezinho mostrou um vaso feio, somente com terra e sem nenhum sinal de alguma flor. Disse ao imperador que havia plantado a semente e nada havia acontecido. Trocara a terra e pusera mais água e nada mudou. A planta simplesmente não nasceu. O Imperador então voltou ao seu trono e anunciou que o rapaz que estava chorando herdaria seu trono, pois havia distribuído sementes secas e mortas a todos. A honestidade e a coragem do rapaz o fizeram tomar tal decisão.
(Autoria desconhecida)






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