Lar Espiritual Sagrado Coração de Maria

sábado, 29 de novembro de 2014

PEQUENAS ESTÓRIAS PARA PENSAR.

Xícara meio cheia ou meio vazia?

Quando eu era menina, costumava visitar minha avó nas tardes de sábado.
De certa feita fui vê-la, como de costume, porém eu estava preocupada e aborrecida.
Ela estava lidando com suas plantas no jardim, e, ao ver-me, percebeu logo
que alguma coisa estava acontecendo. Interrompendo seus afazeres, convidou-me
a entrar, dizendo:
Vamos até à cozinha, hoje fiz uma receita nova e quero que você a experimente.
Não me entusiasmei muito com o doce e terminei contando-lhe, muito queixosa,
o que vinha me acontecendo. Segundo a minha narrativa eu tivera uma grande
decepção que, provavelmente, iria estragar o resto de minha vida.
Vovó ouviu-me atentamente, sem fazer nenhum comentário.
Quando terminei, ela ergueu-se, tomou uma xícara e encheu-a de água
pela metade. Colocou-a à minha frente e me perguntou:
— Diga-me, minha filha, esta xícara está meio cheia ou meio vazia?
— Está... tanto uma coisa quanto a outra, respondi devagar
sem prever aonde ela chegaria.
—É isso mesmo. Tanto se pode dizer que está cheia, como vazia!
disse-me ela. E prosseguiu: Da mesma maneira, filha, nunca podemos
dizer se nossa vida está meio cheia ou meio vazia. Todos nós temos
o nosso quinhão de tristezas e de alegrias. Mas a nossa vida só é feliz
conforme a maneira pela qual encaramos as coisas. Tudo depende de nós.
Podemos estar sempre a lamentar porque a xícara está meio vazia, ou,
pelo contrário, nos alegrarmos porque a xícara está meio cheia.
E, até hoje, quando sofro a tentação de queixar-me da sorte,
lembro-me daquela xícara da vovó, que me ensinou como encarar as coisas.
Na vida há tristezas e alegrias, mas a xícara nunca está completamente cheia.
Tudo, depende de como a vemos...
(De “E para o resto da vida”, de Walace Leal V. Rodrigues)




INSPIRAÇÃO: PARÁBOLAS ESPÍRITAS

Enviadas por espíritos iluminados ou transmitidas de geração a geração, as parábolas transmitem grandes ensinamentos morais de forma leve e encantadora. Inspire-se você também com essas edificantes narrativas

Texto • Redação

A escolha do imperador

Um imperador chinês estava morrendo e não tinha nenhum filho para assumir o trono. Decidiu então escolher um entre milhares de chineses “comuns” para substituí-lo. Assim, reuniu todos seus súditos em frente ao palácio e deu a cada um deles uma semente, de flores distintas. Aquele chinês que plantasse a semente, cuidasse dela com muito carinho e um ano depois apresentasse a mais bela das flores seria o próximo Imperador da China. Na data marcada, na praça em frente ao palácio, havia milhares de chineses com vasos lindos e flores ainda mais belas – azuis, rosas e amarelas... O Imperador então levantou-se e foi até a multidão. Caminhou durante uma hora no meio daquelas flores maravilhosas. Foi então que escutou um pequeno menino agachado, chorando. Perguntou ao ele o que havia. O pequeno chinezinho mostrou um vaso feio, somente com terra e sem nenhum sinal de alguma flor. Disse ao imperador que havia plantado a semente e nada havia acontecido. Trocara a terra e pusera mais água e nada mudou. A planta simplesmente não nasceu. O Imperador então voltou ao seu trono e anunciou que o rapaz que estava chorando herdaria seu trono, pois havia distribuído sementes secas e mortas a todos. A honestidade e a coragem do rapaz o fizeram tomar tal decisão.

(Autoria desconhecida)



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