Lar Espiritual Sagrado Coração de Maria

terça-feira, 28 de abril de 2015

O REINO DE DEUS




O reino de Deus

Jesus não se cansou de nos dizer que precisamos trabalhar ativamente para alcançarmos o reino de Deus ou o reino dos céus, como também é chamado.

Onde estará situado esse reino maravilhoso do qual Jesus nos falava continuamente e com tanto entusiasmo?

O reino de Deus está situado em toda parte; é o Universo, é o espaço sem fim, são os milhões de estrelas; é o sol, é a lua, é a Terra.

 Neste reino imenso uns são felizes e outros são infelizes.

 São felizes aqueles que possuem uma consciência pura.

Os que possuem uma consciência pura são os obedientes, os bondosos, os trabalhadores, os estudiosos e todos os que vivem em paz com seus irmãos, sem prejudica ­los.

São felizes os que são acusados por sua consciência dos erros que praticaram.

Os vadios, os malvados, os ignorantes, os preguiçosos e o s inúteis são  infelizes.

Nossa consciência é o nosso juiz. Ela julga todos os nossos atos e coloca­  nos automaticamente nos planos felizes ou infelizes do reino de Deus.

Entretanto, Deus não quer que seus filhos culpados sejam infelizes para sempre; perdoa ­lhes e lhes fornece os meios de se tornarem felizes pelo bem que começarem a fazer.

Não há ninguém excluído do reino de Deus. Cada Espírito o  sente de acordo com o grau de adiantamento e de purificação a que chegou.

O mundo espiritual tem esplendores por  toda a parte, harmonias e sensações que nós, que ainda estamos presos à matéria, não podemos ver e que somente são acessíveis aos Espíritos purificados.

No reino de Deus todos os Espíritos trabalham; desde o mais pequeno até o  mais luminoso, todos têm o seu  dever a cumprir. A cada um segundo sua capacidade.

Os mais puros fazem parte do conselho supremo de Deus e conhecem todos os seus pensamentos. Uns são encarregados da direção de um mundo: a Terra, por  exemplo, é dirigida por Jesus.

 Outros zelam pelo progresso  das nações, outros protegem as famílias e outros os indivíduos.

Por toda a parte há progresso, há vida, há trabalho, há felicidade. Unicamente de nós depende sermos dignos de contemplar o majestoso reino de Deus.

Retirado do livro 52 LIÇÕES DE CATECISMO ESPÍRITA - Eliseu Rigonatti 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

OS MUNDOS DE PROVAS E EXPIAÇÕES



Os mundos de provas e de expiações

 Quando os Espíritos deixam os mundos primitivos já possuem inteligência e sentimentos; passam a viver nos mundos de provas e de expiações.

 Nesses mundos os Espíritos executam diversos trabalhos para aprenderem a utilizar a sua inteligência e ao mesmo tempo começam sua purificação.

Os Espíritos que não usam de sua inteligência para o bem erram e são  obrigados a corrigir seus erros.

Os Espíritos que precisam corrigir seus erros ou falhas estão em expiação.

Os Espíritos que desempenham sua tarefa estão em provas.

 Deus com isto  quer ver se já sabem praticar a lei da caridade.

Por enquanto, a Terra é um mundo de provas e de expiações: pertence à segunda classe. É por isso que aqui vemos tanta miséria e tanta dor.

Colocados em um meio rude como o nosso, aprendemos a dominar nossas paixões, a desenvolver nossos sentimentos de fraternidade e amor, a ser justos, mansos e misericordiosos.

Precisamos ter muita força de vontade para que não falhemos em nossas provas.

 Cada vez que falhamos retardamos nosso progresso e prolongamos nossa permanência nos mundos de sofrimentos.

O hábito de manter pensamentos puros e elevados, evitar  os vícios e a perversidade; cultivar o estudo e o isso fará com que saiamos vencedores das provas a que estamos sujeitos.

 A calma, a resignação, a paciência, a coragem e a confiança na bondade de Deus nos ajudarão a sofrer, quase que sem senti las, as expiações que merecemos.

Retirado do livro 52 lições de Catecismo Espirita - Eliseu Rigonatti


O PERDÃO




O perdão

 Sejamos misericordiosos como  é misericordioso  Nosso Pai que está nos céus, ensinou ­nos Jesus.

Ser misericordioso significa saber perdoar as ofensas que recebemos, o mal que nos fizerem, ou o prejuízo que nos causarem.

 A mais bela coisa que podemos mostrar a Deus é nosso coração livre de ódios ou de qualquer ressentimento contra nossos irmãos.

Se alguém nos fizer alguma justiça ou injúria, se não procederem bem para conosco, tenhamos a coragem necessária para perdoar e esquecer.

Repilamos com todas as forças de nosso espírito  as ideias de ódio e de vingança.

O ódio é um dos mais baixos sentimentos que um Espírito pode abrigar.

 Quem guarda ódio aparta ­se da Caridade e afasta ­se do Amor.

 O ódio leva à vingança, que é um ato mesquinho e indigno.

 Infeliz de quem odeia, infeliz de quem se vinga!

Séculos de sofrimento, reencarnações dolorosas o esperam até que aprenda a transformar o ódio em amor e a vingança em perdão.

O perdão consiste em não tirarmos, nem por palavras nem por atos, a mais pequena desforra da pessoa que nos ofendeu; não guardar o menor rancor e esquecer  completamente a má ação que nos fez.

E se um dia o nosso ofensor precisar, devemos ser os primeiros a favorece ­lo.

 Quem perdoa pratica a caridade duas vezes: uma vez para consigo mesmo, porque fica com a consciência tranquila; e outra vez, para com seu próximo, porque não o deixa ter pensamentos de ódio e lhe dá uma prova de amor. Perdoando nós conquistamos amigos e livramo­nos de inimigos.

Devemos perdoar tantas vezes quantas formos ofendidos. Pedro perguntou a Jesus quantas vezes deveríamos perdoar; seriam até sete vezes? Jesus respondeu: “Não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete”.


Retirado do livro 52 lições de Catecismo  - Eliseu Rigonatti


sexta-feira, 17 de abril de 2015

FAÇAMOS AOS OUTROS O QUE QUEREMOS QUE OS OUTROS NOS FAÇAM

Façamos aos outros o que queremos que os outros nos façam 



O mandamento: “Façamos aos outros o que queremos que os outros nos façam” resume todos os nossos deveres para com nosso próximo e baseia­ se na mais rigorosa justiça.

Nós queremos que os outros nos façam o bem; por isso é nossa obrigação  fazer ­lhes o bem.

 Gostamos de ser ajudados; sejamos os primeiros a ajudar.

Quando nós erramos, procuramos ser desculpados de nosso erro; do mesmo  modo que precisamos desculpar os erros que os outros cometem.

Queremos ser tratados com delicadeza; tratemos também os outros com delicadeza.

 Não queremos que os outros nos ofendam; por isso não devemos ofender os outros.

Na escola, estimemos os nossos colegas e façamos por eles tudo o que desejaríamos que eles nos fizessem.

Quando tivermos que trabalhar nas fábricas ou  nas oficinas; nas lojas ou  nos escritórios; nos campos ou nas cidades, nunca recusemos um auxílio, um favor, uma ajuda a nossos companheiros de trabalho; porque muitas vezes precisamos deles.

 Não desejemos para os outros o que não queremos para nós.

Antes de praticarmos alguma ação contra alguém, façamos a nós mesmos a seguinte pergunta: “gostaria eu que alguém me fizesse o que eu vou fazer a este meu  próximo?

”Então nossa consciência nos responderá se estamos agindo bem ou se estamos agindo mal.


Livro 52 Lições de Catecismo Espírita - Eliseu Rigonatti

AMOR A DEUS

Amor a Deus



 O nosso primeiro dever é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo  como a nós mesmos.

Deus nos deu a vida e tudo o que precisamos para mantê­la; concede­nos os meios necessários para a purificação e para o aperfeiçoamento de nosso espírito.

 Pai bondoso está sempre pronto a receber os filhos que se afastam dele.

 Perdoa ­nos todos os erros e nos faculta infinitas oportunidades de regeneração. Trabalha sem descanso pela nossa felicidade e recompensa todas nossas boas ações.

 A mais bela maneira de se amar a Deus é amando ao nosso próximo.

A humanidade inteira é nosso próximo e a todos devemos amar como  irmãos, filhos do mesmo Pai.

É amando a nossos irmãos que nós demonstramos o nosso amor a Deus.

Quem ama seu  próximo está sempre pronto a perdoar e a esquecer as ofensas que recebe.

Trata a todos com delicadeza e não faz distinção entre o pobre e o rico, entre o preto e o branco, entre o forte e o fraco.

É bondoso, obediente e serviçal; gosta de prestar um favor sem se importar  com as recompensas.

Não se prevalece de uma posição superior para humilhar os que lhe estão  abaixo.

Não discute e não diz palavras grosseiras; não fala nem pensa mal de ninguém.

Tem palavras de carinho e conforto para dirigi­las aos que sofrem e aos que estão desanimados; socorre todos os necessitados na medida de suas forças.

 Sabe que só Deus é superior a tudo e por isso não se julga superior a seus irmãos.

Respeita o modo de pensar dos outros e não lhes critica as ideias.

Evita tudo o  que lhe possa prejudicar o corpo ou  o espírito ou  causar  prejuízos aos outros.

Esforçando­ nos por praticar todos esses preceitos, estaremos amando Deus na pessoa de nosso próximo e em nós mesmos; porque Deus está em cada uma de suas criaturas.

Tirado do livro 52 Lições de Catecismo Espírita - Eliseu Rigonatti



segunda-feira, 13 de abril de 2015

AS CRUZADAS

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AS CRUZADAS 

(do livro Vivências do Espiritismo Religiosos - Edgard Armond)

Na Idade Média foi dado o nome de Cruzadas às expedições guerreiras organizadas na Europa nos séculos XI,XII e XIII, com o objetivo de retomar aos turcos e árabes o Lugares Santos da Palestina conquistados por eles.


Os participantes dessas expedições que, desde o início, tomaram o caráter de guerra santa e pecavam sempre por deficiente organização, adotavam nas vestes uma cruz vermelha; eram cristãos de várias nacionalidades e condições sociais e seus comandantes eram os reis nacionais católicos-romanos, ou nobres de alta condição, que mobilizavam, cada um, os recursos humanos e o armamento de que dispunham.


Houve 8 Cruzadas, que tentaram o empreendimento entre 1095 e 1270.
a primeira, que partiu em 1096 e regressou em 1099, foi pregada na Europa pelo religioso Pedro, O Eremita, que representava o Concílio de Clemont. Não teve êxito e foi desbaratada antes de atingir Jerusalém.


A segunda, da mesma origem, de 1147 a 1149, foi comandada pelo condestável Godofredo de Bouillon, que se apoderou de Jesuralém e estabeleceu ali um reino que teve, aliás, pouca duração.


A terceira, de 1189 a 1192, foi organizada para retomar Jerusalém reconquistada por Saladino, Califa do Egito e da Síria e teve como comandante os reis da França, da Alemanha e da Inglaterra. Não conseguiu retomar a capital, mas apoderou-se de São João d'Acre e firmou com Saladino um tratado que assegurava aos cristãos livre trânsito e garantia de vida para a visitação dos Lugares Santos.


As demais cruzadas foram se sucedendo com êxitos e fracassos durante vários anos até a oitava e última, comandada por Luiz XI, rei da França, que em 1291 caiu prisioneiro dos sarracenos e morreu diante da cidade de Tunes, sendo os cristãos derrotados definitivamente e voltando ao poder os muçulmanos todas as conquistas, anteriores alcançadas.


Entretanto, as Cruzadas não foram de todo inúteis, porque altamente benéfico foi o intercâmbio que se estabeleceu entre vários povos. 
Um dos comandantes dessa terceira Cruzada foi Ricardo Coração de Leão, rei da Inglaterra, um dos Espíritos da Fraternidade do Santo Sepulcro que, desde 1940, colabora com o movimento espírita do Estado de São Paulo.


Os guerreiros que formaram os núcleos da Cruzadas no correr do tempo organizaram várias "ordens religiosas"de cavalaria, algumas da quais se tornaram poderosas e influíram em governos europeus; e até hoje algumas, com aspecto mais diplomático e beneficente que guerreiro e, nas legiões de Cruzados de Ismael, existem vários de seus membros que continuam a lutar de defender hoje o ideal crístico que os empolgava naqueles tempos heróicos.


Extraído do livro Vivências do Espiritrismo Religiosos - Edgard Armond

A HISTÓRIA DA MIGRAÇÃO DAS ALMAS... NA TERRA

A história da migração das almas que planejaram o mal na Terra acontece há aproximadamente 40.000 anos. Quatro troncos principais definiram caracteres raciais, quais sejam: os egípcios, os indo-europeus, os hebreus e os indianos.

Para compreender o ponto essencial desse segundo período das ideias espíritas no mundo, temos de recorrer aos caracteres morais do tronco judaico cristão - a classe mais orgulhosa dentre as quatro ramificações. Extremamente aferrados ao costume de serem os mais preparados para entender a vontade divina. A propósito, eram os únicos monoteístas entre os grupos exilados. Com essa natureza moral acentuadamente rigorista em assuntos da divindade, tornaram-se uma classe exclusivista. A índole rebelde e hermética patrocina até hoje a crença judaica, aguardando um Senhor que os colocará no lugar que julgam merecer diante da humanidade terrena. Renascidos em outros segmentos que aceitam Jesus como Mestre, partiram para o outro extremo da escala do orgulho humano de suporem ser os donos da verdade absoluta.

Por sua vez, a família indo-europeia, era o grupo dos capelinos mais revoltados com o exílio.Odeiam a figura de Jesus. Acusam o Mestre de não lhes cumprir a promessa de amparo em um local de recomeço onde pudessem reinar com seu conhecimento. É a classe que mais domínio mental possui dentre os exilados. Por essa razão, recobraram com mais rapidez e fidelidade os detalhes da migração e como ela aconteceu. Foi desse ramo que surgiram os dragõesUma das mais antigas propostas dos dragões, que são egressos principalmente do tronco indo-europeu entre os exilados de Capela, é exatamente a escravidão das almas mais crentes em Jesus, isto é, o tronco judaico-cristão ou a casa de Israel.

Em conluio com espíritos do tronco egípcio e indiano dos capelinos, patrocinaram desatinos contra os amantes do Cristo. O objetivo é exatamente humilhar os seguidores de Jesus ou todos aqueles que Nele depositam a esperança do Messias Salvador. Iniciativas que fazem parte de um conjunto de técnicas revanchistas à proliferação da mensagem do amor no mundo. Fique claro que, mesmo antes da vinda do Mestre, tais disputas já existiam na erraticidade, alastrando uma história que não começou nesta casa planetária.

Ao longo de todas as épocas, vamos assistir a inúmeros episódios históricos que são repetições desse cenário moral entre grupos de almas rivais no campo religioso e político. Em todos eles a tônica é a justiça fria e aplicada com rigor.

A escravidão no Egito, narrada pela história obedeceu a iniciativas desse quilate. No Império Romano as algemas foram novamente colocadas no povo judeu. A Idade Média, foi um longo período de escravidão dessas almas no mundo espiritual no intuito de fazerem uma raça dominada. A prisão de Lúcifer, como era conhecida, foi resultado de mil anos da história humana em plena idade das trevas.

Os dragões, logo após a queda do Império Romano, fundaram a mais ampla penitenciária de todos os tempos sob a crosta do Velho Mundo chamada Vale do Poder, um local de escravização sem precedentes na história da Terra, uma sombra tenebrosa da Cidade do Poder. Tudo isso como atitude de revanche em razão da detenção de um séquito de legionários soberanos vinculados ao
poder romano. Uma classe de luciferianos - como também eram conhecidos os dragões legionários - foi detida pelas forças protetoras do orbe, que impediram os seus planos nefandos de domínio da Terra. Isso causou ira aos milhões de seguidores que, receosos de regressar ao corpo, e sob comando da falange draconiana, resolveram digladiar com o Cristo, humilhando seus seguidores e sua mensagem no mundo. Basta lançar um olhar para a idade medieval e teremos uma noção do que aconteceu nesse sentido.
No iniciar da Idade Média, cumpriu-se o que está no Apocalipse capítulo 20, versículos 1 a 3, 7 e 8 que narra:
"E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo." (...) "
 E acabando os mil anos, satanás será solto da sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra (...)"
Foram realmente mil anos de idade de trevas. Pavor e atrocidades. Até que no século XV, graças à nova intervenção de Jesus no roteiro de aperfeiçoamento do planeta, a historia humana iniciou um trajeto de glorias sem precedentes. As falanges da dominação, surpreendidas com medidas de renovação cultural, política e religiosa, tiveram uma demanda extraordinariamente absorvente, o que trouxe em consequência um afrouxamento na vigília secular sobre o Vale do Poder. Com o tempo, o "novo império", como era
chamado tal região de prisões, em alusão ao Império Romano desfalecido, foi se rompendo e as reencarnações progressivamente sendo viabilizadas. Tudo isso trouxe um inusitado processo ao ecossistema psíquico do mundo entre as duas humanidades, carnal e espiritual.
Como narra o Apocalipse: "E acabando os mil anos, satanás será solto da
sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da
terra (...)"
A equipe de luciferianos aprisionada foi libertada igualmente. Claro que já não tinham as mesmas possibilidades de poder e respeito. Precisavam acompanhar o que seria o futuro do orbe. Sentir que a promessa se cumpria. Mas, como diz o texto bíblico, isso ocorreria por pouco tempo. Iniciou-se um novo degredo e muitos desses foram os primeiros a ser novamente recambiados a outros orbes.
Como resquício de toda essa história, milhões de almas amantes do Cristo ainda permaneceram nas celas infectas do Vale do Poder no psiquismo do Velho Mundo. Influentes e com grande cabedal intelectivo acerca da mensagem do Evangelho, estiveram à frente dos movimentos religiosos mais expressivos desse tempo, conquanto saibamos os desatinos por eles cometidos em nome de Jesus. Eram os adeptos preferenciais dos dragões para ser aprisionados. No regime de cativeiro, em razão de suas culpas e deslizes, esses corações eram líderes natos no grupo da casa de Israel. Foram vigiados com segurança máxima. A libertação dessa massa de interesses em torno da mensagem cristã tornou-se estritamente necessária em face dos novos compromissos do Consolador.

Em todos os tempos da humanidade, os missionários escalados por Cristo sempre contaram com grupos que, de alguma forma, encontravam em suas grandiosas missões a razão de viver, isto é, com suas tarefas eram os pioneiros de novos tempos para quantos ansiavam destinos novos. O Consolador prometido não poderia ser apenas uma pérola cultivada por expoentes do exemplo e da grandeza espiritual. Se o Senhor veio exatamente para os doentes, em tais corações culpados e sedentos do Cristo a mensagem cristã iluminada pela clareza dos fundamentos espíritas, encontraria ressonância e motivação para novos dias em direção à paz consciencial. Além do mais, espíritos com esse nível de conhecimento não aceitariam uma doutrina que não lhes correspondesse à lógica e à bagagem intelectiva.

O movimento de libertação desses bolsões de almas afeiçoadas ao Evangelho e carentes de redenção consciencial foi denominado como transporte da árvore evangélica. Regressam ao seio da comunidade espírita brasileira. O mesmo tronco espiritual. Vários galhos conforme experiências grupais. Folhas diversas devido à natureza individual. Sob a tutela dos missionários do exemplo moral, como Bezerra de Menezes, estão construindo a maior comunidade inspirada nas ideias universalistas do Espiritismo em terras brasileiras. Para doentes graves, o remédio eficaz. A missão espiritual inicialmente conferida à Palestina foi transferida para o solo virgem do Brasil. Mais uma das medidas tomadas pelo Condutor do planeta. O mensageiro do Cristo, Helil, um dos expoentes espirituais das questões sociais da Terra, foi incumbido por Jesus de preparar esse transporte de esperança. No século XV, foram tomadas as primeiras medidas. A descoberta, a organização política, a miscigenação étnica e, posteriormente, no virar do século XIX, as sementes da nova doutrina em terras brasileiras.

Helil é um dos arquitetos de todo o planejamento dessa transmigração de Capela. Foi o espírito que sempre representou Jesus perante o espírito aflito e angustiado dos exilados. Espírito de larga envergadura moral, já reencarnou algumas vezes na Terra.Muito afeiçoado ao povo ariano desde o exílio. Cada raça teve um representante de larga envergadura espiritual que lhes tutela os caminhos. João Evangelista, o discípulo amado do Cristo, é o guia da Casa de Israel. As reuniões mediúnicas serviram de plantéis abençoados de socorro a esses corações endurecidos pelo orgulho. Os serviços socorristas que implementamos desde o iniciar deste século com os precursores da doutrina no Brasil são medicações indispensáveis.

Portanto, os últimos quinhentos anos foram tempos decisivos na história espiritual do planeta, objetivando a inauguração das sendas da regeneração. O poderio dos dragões e o exclusivismo dos espíritos amantes do Cristo pertencentes ao grupo da Casa de Israel estavam com o tempo marcado.

Se a Idade Média constituiu uma infecção generalizada no organismo social, foi no século XV que tivemos o alvorecer da profilaxia para tanta degeneração. Os píncaros da loucura na política francesa na Casa de Valois, mediante a malfadada Noite de São Bartolomeu (o massacre da noite de São Bartolomeu ou a noite de São Bartolomeu, foi um episódio sangrento na repressão aos protestantes na França pelos reis franceses, que eram católicos - 23 e 24 de agosto de 1572 em París )   foi o estopim espiritual de medidas reclamadas pela sociedade no silêncio da amargura e da insatisfação perante a tirania e a maldade calculadas.

Renasceram missionários do progresso em todas as estâncias no intuito de conduzir as aspirações humanas em direção ao ideal da liberdade, fraternidade e igualdade entre povos.

O mesmo grupo, portanto, que desde a Palestina aguardava o Messias em carruagens de fogo, regressa agora mais intensamente comprometido espiritualmente nos ambientes da doutrina. Cansados de si mesmos e oprimidos pelos danos às suas próprias consciências.

Os integrantes da Casa de Israel formam a vaidosa aristocracia espiritual, enquanto os arianos manifestam o arrogante orgulho de raça. A altivez de um lado e a violência de outro, nesses dois grupos, respondem pelos mais sanguinários episódios da história humana. Desde Roma até os focos atuais, que logo serão conhecidos na Alemanha, passando pelos desatinos das Cruzadas, ora na política interesseira, ora na religião de fachada, especialmente no ocidente, são todas etnias refratárias em aceitar o amor como caminho de redenção.

Extraído do livro Os Dragões pelo espírito de Maria Modesto Cravo, psicografia/ Wanderley Oliveira.

 Nota da editora - consulte o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, do autor espiritual Irmão X, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.