Lar Espiritual Sagrado Coração de Maria

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Parábola do Bom Samaritano




Parábola do Bom Samaritano


Um homem descia de Jerusalém a Jericó e caiu nas mãos de ladrões, que logo o despojaram do que levava; e depois de o terem maltratado com muitas feridas, retiraram-se, deixando-o meio morto.

Um sacerdote descia pelo caminho; viu-o e passou para o outro lado.


Igualmente, chegou ao lugar um levita; viu-o e também passou de largo.


Mas, um samaritano,
que ia seu caminho,
chegou perto dele e, quando o viu,
se moveu à compaixão.
Aproximou-se, deitou-lhe óleo e vinho nas chagas,
em seguida, conduziu-o a uma hospedaria e teve cuidado dele.


No dia seguinte, tirou dois denários e deu-os ao hospedeiro, dizendo:

– Toma cuidado dele, e ao que gastares a mais pagar-te-ei na volta.


Qual desses três se fez o próximo daquele que caíra nas mãos dos ladrões?
Nessa Parábola Jesus nos ensina que para entrarmos na posse da vida eterna é preciso colocar em prática a lei do amor e da fraternidade, que Ele, Jesus, nos veio revelar e exemplificar.
“Pois vai, e faze tu o mesmo.”
(Lucas, X, 25-37)


Projeto Juquinha CEJA – Centro Espírita Juca de Andrade

terça-feira, 5 de maio de 2015

“A maior Caridade ao Espiritismo é a sua divulgação”.



Introdução

 “A maior Caridade ao Espiritismo é a sua divulgação”. 

Emmanuel

Século XXI - período de grande evolução tecnológica digital. Evolução que não está restrita apenas aos equipamentos atingindo também os usos e costumes dos povos.

 Atualmente vivemos em um mundo globalizado no qual as mais diferentes culturas se relacionam não apenas por meio do comércio, como também por meio da Internet com todos os seus recursos.

Com o advento da Internet, o conhecimento não ficou apenas restrito ao tradicional livro impresso. Novas formas de transmissão de conhecimento surgiram por meio das chamadas mídias (televisão, rádio, música, cinema) que foram reunidas em um único canal: a Internet.

 O objetivo deste ensaio é defender a idéia de que neste terceiro milênio o Espiritismo não pode ficar restrito apenas à Casa Espírita. A Doutrina dos Espíritos deve ser divulgada à sociedade difundindo-se para todo o mundo e para cumprir este trabalho temos a Tecnologia da Informação como importante ferramenta.


Breve História da Transmissão do Conhecimento

 Para fins didáticos podemos dividir a História da transmissão do Conhecimento em três importantes períodos: período da transmissão oral, período da transmissão escrita e período da transmissão multimídia.

 Tais períodos fizeram a evolução do conhecimento mítico para o conhecimento racional e globalizado.

O período da transmissão oral.

 O Homem é um ser social por excelência. Desde seus primórdios sempre teve a necessidade de se reunir com seus semelhantes para compartilhar experiências, ou seja, para transmitir sua cultura. Em regra, o ser humano nunca conseguiu ser feliz em solidão de modo que relacionar-se é uma necessidade intrínseca para sua identidade e sobrevivência.

 Cultura por sua vez constitui-se o conjunto de saberes e expressões de um grupo, povo ou nação. O que perpetua a Cultura é sua transmissão de geração a geração formando um cânone de tradições.

Desde os períodos mais remotos da pré-história o homem se reuniu em clãs, passando a formar tribos, para depois formar as primeiras civilizações. Assim, o que dava sentido aos primeiros ajuntamentos era justamente a transmissão de conhecimentos.

A primeira forma de transmissão de conhecimentos foi a transmissão oral.

 Conhecimentos básicos sobre a obtenção de alimentos, técnicas de sobrevivência, relacionamento interpessoal e religião eram passados de pai para filho. Informações sobre os cuidados do lar e da prole por sua vez eram passados de mãe para filha.

Esse conjunto de saberes constitui a Tradição Oral que foi progressivamente evoluindo para formar o mito que era um conjunto de alegorias, deuses e semideuses que traziam em si diversos ensinamentos.

 O mito foi o primeiro mecanismo criado para a memorização de conhecimentos da Tradição Oral, pois era composto por um conjunto de ritos ou narrativas. A tradição oral mítica era um saber simples e organizado por meio de lendas que facilmente eram passadas de geração a geração de forma democrática, atingindo todos os membros do grupo social.

 Depois da criação do mito, a transmissão oral continuou evoluindo mudando depois da forma narrativa para a forma poética e cantada. O canto poético foi uma inovação que permitia a memorização de grande quantidade de conhecimentos organizados utilizando-se a sonoridade das palavras. Sua origem ocorreu cerca de 10.000 anos antes de Cristo tendo como seus maiores expoentes Homero e Hesíodo na antiga Grécia.

Homero viveu aproximadamente por volta de 850 a.C. e foi o grande autor das clássicas obras da literatura grega A Ilíada e A Odisséia. A Ilíada era um poema épico que narra a Guerra de Troia, na qual gregos e troianos lutam bravamente em luta pela sobrevivência e poder. Os principais personagens deste poema são Helena, Paris, Aquiles, Menelau, Agamêmnon e Odisseu (Ulisses). Os gregos vencem os troianos através de um estratagema. A construção de um grande cavalo de madeira dentro do qual esconderam soldados para poder entrar na bem fortificada cidade de Tróia.

 Hesíodo viveu cerca de 120 anos depois de Homero compondo poemas que tratavam sobre os saberes míticos do povo grego e suas divindades. Suas principais obras foram O Trabalho e os Dias e a Teogonia, cujo conteúdo é responsável pela maior parte de nosso conhecimento sobre a mitologia grega. Seus principais personagens foram os Titãs, Chronos, os deuses do Olimpo, Prometeu e seu irmão Epimeteu.

O período da transmissão escrita.

 O Homem além de ser social por excelência carrega dentro de si grandes potencialidades e o gérmen da evolução.

 O ser humano sempre buscou a inovação.

Tão grande era a preocupação com a transmissão do conhecimento, que se percebeu que a forma oral era precária, pois sempre havia o risco do esquecimento e por isso, o homem procurou criar sistemas para registrar o conhecimento.

Desde os tempos mais remotos da pré-história o homem fez uso da pictografia, que eram as pinturas e gravuras feitas em rochas e cavernas.

 Cerca de 5.500 a.C sumérios e egípcios fizeram a evolução da pictografia criando respectivamente a escrita cuneiforme (sinais grafados em placas de barro) e a escrita hieroglífica (figuras talhadas em pedras).

 A criação da escrita foi determinante para a formação das primeiras civilizações e foi o marco que fez a humanidade passar da Pré-história para a História propriamente dita.

Os Egípcios não ficaram restritos apenas aos registros feitos em pedras, inovaram o registro escrito com a criação do papiro cerca de 3.500 a.C, espécie de papel feita com junco que nascia as margens do rio Nilo. O papiro fui usado durante muitos séculos, sendo sucedido na idade média pelo pergaminho (pedaços de couro).

 No século VI a. C os chineses começaram a fabricar um papel com características semelhantes ao nosso atual papel, seu processo de fabricação deu origem ao moderno processo de fabricação.

O problema da transmissão escrita do conhecimento é sua falta de democracia, passando a ser privilégio de uma minoria de pessoas letradas. O Conhecimento passou a ser dominado pelas classes dirigentes e a grande massa popular passou a ser relegada à total ignorância. Por isso a Tradição oral continuou existir, pois era a forma que o conhecimento era transmitido entre as pessoas das massas.

O Conhecimento inicialmente estava sob domínio dos reis e sacerdotes das civilizações da antiguidade passando para o domínio dos imperadores romanos e por fim, para o domínio da Igreja Católica Apostólica Romana por toda a Idade Média, Renascimento, Era Moderna (descobrimentos) e até o início da Era Contemporânea com o Iluminismo e a Revolução Francesa.

O primeiro passo para a liberação do conhecimento foi a criação da imprensa no Século XV pelo alemão Johannes Gutenberg que por volta de 1439 inventou a impressão por tipos móveis confeccionados com chumbo. Sua invenção permitiu a impressão em grande escala. Sua maior obra foi a impressão da Bíblia de Gutenberg.

Com a imprensa o conhecimento começou a ter maior divulgação, no entanto, ainda estava restrita a pequenos grupos de intelectuais.

O segundo grande passo para a liberação do conhecimento foi o movimento filosófico do Século XVIII denominado de Iluminismo. Isaac Newton, Voltaire, Montesquieu, Jean-Jacques Rousseau, Denis Diderot, Benjamin Constant, dentre outros, romperam com o pensamento dogmático medieval e voltou-se para a importância da razão e da ciência. Todo conhecimento deve ser baseado por meio da filosofia aliada à ciência.

 Os Iluministas questionaram o poder imperativo da Igreja e da Monarquia em apoio à crescente burguesia que buscava maior espaço na sociedade. O Iluminismo culminou com a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos da América, eventos que mudaram substancialmente o mundo, dando início a Era Contemporânea da História.

 A principal contribuição do iluminismo foi a evolução do conhecimento mítico para o conhecimento
racional.

O período da transmissão multimídia.

 Depois que a humanidade passou do período mítico para o período racional, avanços sociais e tecnológicos ocorreram em intensidade até então nunca vista.

A revolução industrial mudou totalmente os meios de produção que antes eram artesanais e passaram a ser feitos em linha de produção. O mesmo ocorreu com a transmissão do conhecimento que antes estava restrito a grupos privilegiados passando então para as massas. Gradativamente o analfabetismo foi reduzido, as pessoas começaram a ter mais acesso a escolas e livros.

 No Século XIX, Guglielmo Marconi inventou o Rádio e nos Estado Unidos da América em 1906 iniciaram as primeiras transmissões radiofônicas. O rádio passou a ser um dos principais meios de comunicações até quase o final do século XX.

 Em 28 de dezembro de 1895, na França, os irmãos Lumière criaram o cinematógrafo dando início ao cinema que evoluiu a forma de narrar histórias passando a ocupar o espaço que antes era do Teatro. A Criação do cinema foi conseqüência da invenção da fotografia no século XIX.

Em 1923, Vladimir Zworykin inventou a televisão que passou a ter suas primeiras transmissões em 1925 em Nova York.

A televisão foi conquistando espaço entre as massas e sem dúvida foi o maior meio comunicação do século XX.

 Um ponto importante a ser destacado é diversificação na transmissão do conhecimento durante o Século XX. Da mesma forma que o Rádio não tornou o livro obsoleto, a Televisão não tornou o rádio obsoleto tampouco o cinema, pois os filmes passaram a fazer parte da programação televisiva. Essa diversidade de meios de comunicação é conhecida como multimídia.

O Computador e a era digital.

 A invenção que mais revolucionou a transmissão do conhecimento foi o Computador. Em 1936 foi construído o primeiro computador eletro-mecânico pelo engenheiro alemão Konrad Zuse. Sua invenção foi desprezada pelo Governo Alemão e foi ultrapassada pelos engenheiros americanos.

Os engenheiros americanos John Presper Eckert e John Mauchly criaram o Eniac (Eletronic Numeric Integrator And Calculator) que foi utilizado durante a Segunda Guerra Mundial no cálculo da trajetória de mísseis.

 Os computadores foram pouco a pouco sendo aprimorados, diminuindo seu tamanho e aumentando sua capacidade de processamento e armazenamento de dados.

Durante a Guerra Fria em 1955, a agência Americana ARPA (Defense Advanced Research Projects Agency) Agência de Projetos de Pesquisa Avançada criou uma rede de computadores que conectados entre si poderiam manter comunicação mesmo em caso de ataques inimigo, pois o tráfego de dados poderia ser redirecionado em outras conexões. Esta rede de computadores deu origem a Internet.

Até 1970 os grandes computadores (mainframes) dominavam o mercado, então foram criados os primeiros PCs (Computadores pessoais).

As três primeiras gerações de computadores refletiam a evolução dos componentes básicos do computador (hardware) e um aprimoramento dos programas (software) existentes.

 Os computadores de primeira geração (1945–1959) usavam válvulas eletrônicas, quilômetros de fios, eram lentos, enormes e esquentavam muito.

 A segunda geração (1959–1964) substituiu as válvulas eletrônicas por transistores e os fios de ligação por circuitos impressos, o que tornou os computadores mais rápidos, menores e de custo mais baixo.

 A terceira geração de computadores (1964–1970) foi construída com circuitos integrados, proporcionando maior compactação, redução dos custos e velocidade de processamento da ordem de microssegundos. Tem início a utilização de avançados sistemas operacionais.

A quarta geração, de 1970 até hoje, é caracterizada por um aperfeiçoamento da tecnologia já existente, proporcionando uma otimização da máquina para os problemas do usuário, maior grau de miniaturização, confiabilidade e maior velocidade, sendo da ordem de nanossegundos (bilionésima parte do segundo).

 O termo quinta geração foi criado pelos japoneses para descrever os potentes computadores "inteligentes" que queriam construir em meados da década de 1990. Posteriormente, o termo passou a envolver elementos de diversas áreas de pesquisa relacionadas à inteligência computadorizada: inteligência artificial, sistemas especialistas e linguagem natural.

Mas o verdadeiro foco dessa ininterrupta quinta geração é a conectividade, o maciço esforço da indústria para permitir aos usuários conectarem seus computadores a outros computadores. O conceito de super via da informação capturou a imaginação tanto de profissionais da computação como de usuários comuns.

A conectividade ocorreu efetivamente a partir de 1988 quando a Internet começou a ser aberta para fins comerciais. Atualmente a Internet interliga o mundo inteiro, um mundo novo globalizado onde os povos se comunicam e fazem negócios, salvo poucas exceções em países sob regimes totalitários.

Após o advento do computador e Internet a humanidade deixou a era analógica para entrar na era digital na qual tudo é conectado via informática. A partir de então o conceito de multimídia cresceu, pois todas as formas de transmissão de conhecimento passaram a ser centralizadas pela Tecnologia da Informação.

O gerenciamento, bem como a manutenção deste tráfego de dados por meio da informática para os mais diversos fins passou a ser chamado de Tecnologia da Informação.

A evolução da informática não ficou apenas restrita ao Computador pessoal e ao conceito de multimídia. Foi criado o conceito de interatividade que é um conceito que quase sempre está intrinsecamente associado às novas mídias de comunicação podendo ser definida como:

“uma medida do potencial de habilidade de uma mídia permitir que o usuário exerça influência sobre o conteúdo ou a forma da comunicação mediada.”

Justamente na aplicação desse potencial de interatividade os PCs estão sendo sucedidos pelos Notebooks e Net book que são computadores portáteis e de tamanho reduzido que hoje equivale ao tamanho de uma agenda pelos quais o usuário pode acessar a Internet em qualquer lugar.

Além dos notebooks e net books as pessoas passaram a contar com celulares que além de servirem para chamadas telefônicas, servem para acesso à Internet, bem como os Tablets que são pranchetas sem teclado que permitem o acesso à Internet com um simples toque do dedo em sua tela.

A evolução da informática não está restrita apenas ao hardware (equipamentos de informática), ela também ocorre no campo dos softwares (programas) que resultam numa quantidade maior de dados que são tratados em maior velocidade por meio de equipamentos cada vez menores e com aplicações mais abrangentes.

Atualmente a tecnologia digital e a multimídia estão presentes em diversas áreas como educação, indústria, comércio, serviços e lazer.

 A grande expectativa desde século é a nanotecnologia que é o estudo e manipulação da matéria em escala atômica e molecular. A nanotecnologia produzirá equipamentos em tamanho molecular que substituirá atual tecnologia que utiliza os chips que por sua vez sucederam os transistores. Teremos então equipamentos menores que a cabeça de um alfinete.

Termino este capítulo formulando uma questão: Se as aplicações da informática já estão presentes em quase todas as áreas, porque não empregá-las na divulgação do Espiritismo?

Livro A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NO ESPIRITISMO

Rodrigo Felix da Cruz